segunda-feira, 4 de agosto de 2008

sem título

enquanto alguns sumiam com teus vultos
eu fazia questão de ficar preso aos teus cabelos
não queria jamais te deixar passar por mim sem me levar
não conseguia pensar em você como quadros semiobscuros nas lembranças
o teu cheiro, tua fonte, sendo levado aos poucos pelo vento que incansavelmente se espalha
e não deixa migalhas que não sejam presenças inoportunas dos lapsos de saudade brincante/gritante em peito aberto
não estou pronto para tua partida
não te esquecerei jamais
não é possível esquecer da nossa própria existência
não recitarão jamais meus lábios
adeus.


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