segunda-feira, 4 de agosto de 2008

falsas falsas poesias

meus versos são cheios de vazio
de palavras que não existem como razões que não são
são coisas que vêm do nada
não as enxergo para além de uma bela semântica universal

pra mim essas palavras não valem nada

sobram no espaço, por onde vagueiam
e se arrumam na mais lógica ordem sentimental de sentimentos sem nenhuma lógica
não existe a regra do interior guiando o vocábulo pelos rumos da emoção
elas brincam de construir mundo e neles existir

não sei se escrever desse jeito, assim tão superficial, é realmente superficial
pois estou repleto de nada ao escrever
e elas vêm do nada
talvez elas sejam, então, o reflexo do que sou eu sem conseguir me ver.


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