quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Eu
quero
chão
quero
poesia
quero
amor
quero
filosofia
quero
mundo
quero
perder
quero
plenitude
quero
querer.

eu
quero.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mesmo nessa terra nada fértil, a semente, verdadeiramente repleta de si, pensa:

Eu ainda cresço em mim!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

eu poderia sorrir mais do que chorar, mesmo tendo motivos maiores para o segundo jorro sentimental,

mas qual seria a graça da poema triste, sem um triste poeta ao o escrever.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

é que ontem a noite foi como o dia
refletindo em meus olhos
sem parar
a luz que toca em cada pessoa.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

sempre me chamaram
solidão

sempre me quiseram por perto
solidão maior ainda

sempre
há solidão e é incomensurável


a solidão está comigo
pois não estou por perto nem de mim

e ela, fiel amiga
teima em não me abandonar.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

geralmente
ama-se mais do que o coração pode agüentar
mais vezes
por tempos cada vez menores
ama-se muito

...existem as exceções, é claro!

e infelizmente
não faço parte delas

domingo, 1 de agosto de 2010

para o mundo
o que é do mundo

para mim
o mundo todo


de uma vez
sem descanso

dar o gole único
prazer ao máximo

trazer ao máximo
viver ao máximo


até onde der
ou puder aguentar

até lá
onde eu possa chegar.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

porque te achar boa ou má
tanto faz...

não tem jeito ou forma melhor do que essa.

cair em desespero, inventar situações, enrolar nas palavras... tudo besteira!

ficamos assim, então: eu não sofro nem deixo de gostar. você continua leve e solta, mas me deixando te olhar!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

tua maldade bela
me cerca
me seca

tua maldade
me faz bem

tua maldade me faz
perceber-me vivo
me faz ser além

tua maldade me contamina
tua maldade é minnha sina
tua maldade, menina!

ela é a causa
ela é o feito
ela é tua,
meu desejo

não deixas nunca de ser má
não deixes nunca
de com tuas pontas
meu peito...
FIM

segunda-feira, 28 de junho de 2010

neste ponto uno realidade e ficção
experiência ao sem comprovação
pra contar uma história
sem que pareça aberração

estranho, modificado
é disso que precisamos
pra instigar a imaginação
pra continuarmos pensando

do não certo
menos ainda errado
queremos nos pés uma base sólida
e o cérebro aerado

vivido instantâneo
queremos é ter achado
que aquilo que vimos
é de fato um fato

e viajar por todos os mundos
e crer que podemos
nos perder nas histórias
de onde viemos

fantástico,
tangível,
mistura
imprescindível

de documentação já basta a vida
quero mais contar ficção pra nos olhos ser lida.

[12] [123] [321] [5768] 1-2-1=0

na batida da pele
perde-se o coração

sobra o corpo
espaço vão

skin's beat

Meu coração ama na mesma velocidade que a tua pele.

Sincronizando, quase na mesma batida

... tentativa...

Tua pele desritmada causa angústia no meu coração,

E morro de amores quando penso em usar de tua veste-corpo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Um dia o mar olhou pra dentro de si e viu que só tinha tempestade, e, em sua grande barriga d'água, gente morta e barcos naufragados.

Um dia quem é gente se olhou no espelho e viu que era mar.
Acredito nas pequenas coisas
Acredito que elas movem montanhas
Acredito em fé, em Deus, e em todo o pacote incluso na minha educação
Só não acredito que a forma de acreditar tem que ser sempre a mesma
monótono...
Acredito que acreditar é ir além
É saber que seus limites se mantém, mesmo quando você os ultrapassa, como um novo ponto de partida
É viver o possível sabendo que o ideal impossível se aproxima
É não ter medo de se jogar de cara e de se arrepender depois. O arrependimento foi feito pra vir depois.
Acredito, acima de tudo, na força transformadora que o acreditar nos traz.
E mesmo que o que eu acredite não se justifique, em mim encontro as justificativas de que preciso.
Acredito que acreditar é do que preciso. Acreditar em tudo sem esquecer de acreditar em mim.
Acredito sem a necessidade de um "Amém" pra encerrar as minhas frases, sem a busca torturante de um motivo, aceitando que as coisas acontecem por conseqüência natural e tangível.

Simplesmente acredito. E ganho forças nisso. Minha motivação pra dar um passo é acreditar que um novo chão vai ser pisado, que com dez passos posso atravessar uma rua e encontrar. O que? Acredito que algo vai ser encontrado, mas não me cobro, pois acredito que estará lá.

Como já disse: Acredito que acreditar é ir além. E eu vou.


Pior que ter um
é ter dois na mão
e querer continuar voando...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

1.1 prosas do fim (não mais as pequenas)

Alguém alguma vez me disse: "o amor você guarda numa caixinha chamada peito, dentro de uma outra caixinha chamada coração".
Bastou tomar isso como verdade pra começar a sentir as dores pontiagudas e incansáveis. Doía por não ter o brinquedo, doía por não poder ir lá, doía por não poder ver TV, por não poder sair, por não poder correr, por não poder chorar, falar alto, ser, e todas as outras coisas que amava fazer.

Dia desses me disseram que era mentira. "Que dor de coração que nada! O Amor é altamente psicológico, nada que um bom calmante ou droga semelhante não acalme".

Não sou adepto das drogas, pelo menos não das semelhantes...

Mas concordo com a parte da psicologia. Tantas outras coisas já moravam na minha cabeça: as preocupações, os pormenores, os maiores problemas, os obstáculos, os sonhos e pesadelos, a voz chata dizendo o que fazer, a voz dos pais e irmãos, e daqueles que vieram pra minha vida; que danado o amor não estaria fazendo lá? Claro. Altamente psicológico, assim como as dores nas caixinhas logo abaixo.

Estranho é que senti o meu coração parar de doer. Assim, do nada. Bastou tomar essa verdade psicologicamente lógica que a dor parou, o bater parou, e as certezas que ele me oferecia também pararam (de ser tão "certezas").
Tudo foi transferido, "backupeado", transformado em 0 e 1, triado, protegido e guardado.

Mas a minha tecnologia nunca avança. "Mas" é muito comum na minha história. E neste porém de acúmulos amontoados tendenciosos para o retorno começaram as dores de cabeça... E o meu crânio vai batendo cada vez mais descompassado, misturando as coisas, centrifugando até o que não dá mais caldo, incomodando cada vez que o interesse chega a vista e se espalha para o corpo e além; existindo como inverdade que sempre precisa de mais tangentes para surgirem neste plano.

Cansei. A dor já está mais forte. Vou tomar uma droga semelhante, um sono, ou um golpe forte na nuca pra parar de vez. Pra isto parar de vez

domingo, 16 de maio de 2010

Todo santo dia a andar nas ladeiras das emoções
íngremes, tensas e inesperadas

cansado, minhas pernas quase não respondem
trêmulas e incertas do próximo passo, do próximo a este
é uma distância dolorida

a vida.
um subir e descer sem esperar pra acabar.
sempre extrema, nunca descansa de ser tão calmaria
inversa de si mesmo

Ladeira não é montanha,
alcançar é possível
impossível é ficar parado

quinta-feira, 6 de maio de 2010

quero ouvir da tua boca qualquer palavra
ou aglutinado que forme uma frase

quero só te ouvir e imaginar que em alguma língua mãe solta pelo mundo seu significado traz amor.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

eu tenho medo do que esse tal futuro incerto pode representar.
Fazer o que?

abrir os braços. Abocanhar!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

a raposa vidra os olhos na galinha.
és minha amiga, diz, és minha melhor amiga agora

a raposa ama a galinha.

Número total de visualizações de páginas