segunda-feira, 15 de junho de 2009

o novo eu me dá tapas na cara
tapas que enterram sementes
e no local onde se afundam
crescem flores.

espero que o pólen delas não se espalhe
permaneça em mim
aguardando o agente fértil alheio
agir no corpo tão meu.

quero me encher dessa verdade
de ser tão eu quanto posso ser
mesmo que cada dia ainda mais novo
sendo o novo, sendo só isso.

ainda cresço em mim.



2 comentários:

Marcello Bressan disse...

Esse poema é o mais "feminino" que voce escreveu até agora. Interessante

caco/carlos/nigro disse...

o enxergo como um poema sem timbre.
o fato de falar em flores e esperar o agente fertilizador alheio em nada tem acordo com feminilidade ou coito.
flores belas nascem no adubo,
o agente fertilizador alheio é o convívio social.

mas não explicarei o poema, cada um que o entenda, que o sinta como o quer.

afinal, eles saem de nós pra ganhar o mundo.

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